Morte que põe um ponto, onde a vírgula se queria
morte que traz o nada ou então a calmariaaquela que encerra, que apaga o que havia.
É aquela que desliga o que ligado estaria
que de mais simples não há nada, com o nada impreguina
que torna tudo igual, onde diferença havia
o que traz o descanso, onde o cansaço afligia.
O que acaba com o começo do que apenas nascia
zera a tinta da caneta, aquela que escrevia
e se encerra a bela história que a vida iniciaria
Já a vida, bem complexa, nada a explicaria
é aquela que enche do que antes não havia
é aquela que começa, inicia e até cria
é aquela que escreve no que do branco sofria.
É aquela que muda quando tropeça na ida
é aquela que não desiste e continua na lida
é a explosão do mundo e a razão de sua sina
é o motivo pela qual a morte existiria.
Uma linha com final,
umas curtas, outras compridas
e uma completa a outra,
uma criação divina.
William Araujo
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